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A
Natureza e o Ser Humano
Bilhões
de anos, ou até mais, é o tempo de existência do universo. Com suas estrelas,
planetas, sois e luas, tudo organizado em assombrosa perfeição.
Planetas
em suas órbitas ao redor de sóis, estrelas magníficas convertendo matéria,
feito poderosos reatores nucleares, cometas varrendo a sujeira do cosmos com
suas caudas luminosas, buracos negros sugando, triturando e saneando em todo o
universo.
A
perfeição da Natureza pode ser observada desde a complexidade encantadora do
universo, bem como na simplicidade de uma simples flor, colorida e perfumada que
alegra um jardim e a vista de quem passa.
Assim
como no espaço, aqui na Terra, nosso planeta, as coisas são organizadas e
regidas com a mesma perfeição. Perfeição essa em que nós estamos
mergulhados, e que afim de compreende-la criamos a ciência e comprimimos tudo o
que pudemos observar e concluir em fórmulas, teorias
teses e suposições.
Com
o tempo, após experiências e vivências nós percebemos
que muitas das formulas e teorias estavam certas, e em cima delas construímos
nossa vida e nossas concepções, e disso se desenvolveu grandes feitos, grandes
conquistas.
A
vida se tornou cada vez mais cômoda, as relações sociais sofreram mudanças,
o homem devido a sua capacidade de raciocinar, pode, observando a Natureza,
tirar dela todos os meios que lhe conferiram a supremacia sobre todas as outras
espécies.
O
grande ser humano, gaba-se de seus feitos, de suas obras,
mas mesquinhamente se esquece de que sem a Natureza como exemplo, como
professora, ele nada poderia ter feito. Se esquece que tudo o que ele denomina
como sendo sua obra, como sua criação,
na Natureza
sempre existiu um modelo, um esboço. E é da Natureza que ele tirou os
materiais e a energia necessária para realizar qualquer que seja a sua “criação”.
Nós
seres humanos somos produtos da Natureza, dependemos dela. Sem o ar que
respiramos, os alimentos que ingerimos, a água que bebemos as múltiplas radiações
a que estamos expostos, nada seriamos, não teríamos forças para realizar
nada, nosso cérebro não funcionaria e a capacidade de “criar” não
existiria.
Esse
é um aspecto que nós deixamos de observar, uma coisa que deixamos de aprender
com nossa querida professora: a humildade! A Natureza, cria, vibra, constrói,
destrói, de eternidade a eternidade, silenciosamente faz mundos surgirem,
beneficia milhares de criaturas, força mais poderosa não existe na matéria e
não obstante se mantém humilde,
desempenhando seu papel com perfeição e equilíbrio.
Equilíbrio,
essa é uma outra lição que nós não aprendemos com a Natureza. Ela nós
mostra como o equilíbrio gera harmonia e beleza, que onde há equilíbrio há
justiça. Talvez seja por isso, por não termos aprendido o valor do equilíbrio,
da justiça é que hoje, no auge da técnica, da tecnologia e da comunicação nós,
destruímos e matamos a Natureza e a nós mesmos.
Graças
ao cérebro humano com sua capacidade de raciocínio e de memória somos a raça
dominante, graças a essa ferramenta poderosa nos destacamos das demais espécies
na Natureza. Por isso mesmo é que o nosso proceder contra a Natureza é tão
ridículo como insano, já que foi ela mesma que nós deu o poder, quando com
seus processos físicos e químicos, com suas descargas elétricas e as irradiações
formou os seres vivos, e na evolução natural possibilitou que o cérebro
humano se desenvolvesse de tal forma que nós dominássemos sobre esta Terra.
Sem
o cérebro nós não seriamos nada. Porem nosso cérebro só funciona porque é
suprido e alimentado pelo corpo, e o corpo se alimenta das dádivas que a
Natureza nós oferece. Nós só podemos ser dominantes quando estamos na
Natureza interagindo com ela, pois ela é que nós possibilita a liderança, sem
ela nós nem existiríamos.
O
uso indevido da “ferramenta cérebro” pelas criaturas humanas é a única
causa dos problemas deste planeta, é o único e grande mal desta raça. Nós
seres humanos, com nossa poderosa ferramenta, poderíamos viver muito bem em
harmonia com a Natureza, tirando dela o que é necessário para a nossa vida,
porem sempre devolvendo o que tiramos, de forma a manter o equilíbrio.
Nós
tínhamos e temos capacidade para reconhecer que isso é possível, basta
querer. Mas a avareza, a preguiça e o egoísmo do ser humano não permite um
reconhecimento nesse sentido. O cérebro que deveria ser a mais fantástica benção
para o homem, é hoje a sua maldição, pois ao invés de mantermos em equilíbrio
o “coração” e
“razão” demos preferência a razão, e assim matamos
hereditariamente todo o amor pela Natureza.
Pobres
mesquinhos somos nós, que ao invés de vivermos em paz com nós mesmos e nosso
ambiente, roubamos a vida de quem nós deu a vida, matamos a nós mesmos, destruímos
nossas florestas e nosso caráter. Mas
como já disse uma vez um índio: “ Somente quando o ultimo rio secar, o
ultimo animal for morto, e a ultima floresta arder em chamas é que o estúpido
ser humano perceberá que dinheiro não se come!”