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A triste degradação do gênero humano
Que tristeza deve
ser para a Natureza, ver, que um de seus hóspedes, alias o mais capaz e mais
desenvolvido de todos os hóspedes, está em perceptível processo de degradação
espiritual, moral e material. Ter
que vê-lo matando e destruindo tudo o que é vivo e belo na Natureza e em si
mesmo.
Sim, porque
o ser humano quando destrói matas, polui rios e mares, mata animais indefesos
por simples prazer ou por cobiça cega, não percebe, mas destrói e enterra
tudo o que ele tem de bom dentro de si, tudo o que o torna um ser humano, uma
criatura que com sua superioridade sobre todas as outras criaturas da Terra,
poderia e deveria transformar a si e ao seu ambiente,
e com isso tornaria a
maravilhosa Terra um mundo perfeito e harmônico aonde vibra o Amor, a Justiça
e a Pureza.
Quanta
responsabilidade nós tínhamos! E quão pouco caso fizemos dela! Ao invés de
nos transformarmos em seres humanos conscientes de seu dever e com isso, conseqüentemente
belos, sadios e puros em todos os sentidos, transformamo-nos em seres
decadentes, que não querem saber de seus deveres, porem exigem os seus direitos
de supremacia. Porém não devemos esquecer que todo direito
encerra um dever.
E se não
cumprimos com os nossos deveres, não teremos direito a nada. Nem mesmo a imensa
graça de vivermos sobre a Terra, já que não soubemos dar valor a ela. É essa
a nossa posição: como mendigos ingratos, burros e cruéis, vagamos no meio de
um vale encantado, o qual só sabemos emporcalhar e destruir com nossas cobiças
e vícios.
Ai de nós, se ainda em tempo não nos esforçarmos ao máximo para reparar tudo o que fizemos. Sim, devemos olhar para traz em nossos caminhos e observarmos o que destruímos e sujamos quando passamos. Isso não se refere só as atitudes tomadas em relação a Natureza, mas sim com tudo o mais. Pois tudo é regido pelas mesmas Leis perfeitas que regem a Natureza, assim como todos os destinos humanos.